11 contra 11 e no fim já não ganha a Alemanha.

A velha raposa foi a melhor.



             Ranieri foi eleito o melhor treinador do ano na gala dos prémios “The Best”. Pessoalmente, como português, torcia por Fernando Santos mas não posso deixar de dizer que o prémio foi mais que merecido para Claudio Ranieri.
             Ranieri assumiu o comando técnico do Leicester após ser demitido da selecção grega, e foi sob dúvidas por parte dos adeptos que Ranieri começou o seu trabalho no Leicester.
            O Leicester tinha tido uma temporada muito atípica antes da chegada de Ranieri onde tinha conseguido a manutenção nas últimas jornadas, mas a verdade é que Ranieri conseguiu montar uma equipa organizada, solidária e “mortífera” nos contra-ataques.
            Sem grandes estrelas e com o orçamento mais baixo da Premier League o Leicester conseguiu fazer o que ninguém acreditava -  ser campeão inglês; para se perceber como isto foi um feito tão espetacular temos que as probabilidades do Leicester ser campeão eram tão grandes com o monstro do Lago Ness existir.
            A verdade é que o Leicester conseguiu o título (em grande parte) devido a um coletivo unido e que não dava espaço às equipas adversárias para fazerem golo e depois assentava o seu jogo em três pilares. Kanté era o trinco da equipa e o seu pulmão nada passava por aquele pequeno jogador – em tamanho - mas enorme em qualidade de desarme e ocupação de espaços o que permitia a Mahrez que delineasse a parte ofensiva da equipa com a sua qualidade de passe e drible; por sua vez estas qualidades permitiam a Vardy ser o goleador certeiro que ninguém esperava.
           A ironia neste feito é que Ranieri já treinou equipas de topo mundial com claras aspirações a serem campeões nos seus países e acabou por ser numa equipa que lutava pela manutenção que Ranieri conseguiu tal feito.
            Foi devido a ele e aos seus jogadores que se ficou a saber que no futebol tudo é possível.
 









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