“CALMA, QUE ELE VAI ESTAR LÁ!”

A região Core e o Futebol



A região core ou zona média é hoje muito falada e é um dos focos principais de muitas modalidades como o crossfit, pilates, treino funcional entre outras.

Mas afinal o que é isto da região core? A região core é composta por todos os músculos com inserção pélvica, tanto os anteriores como os posteriores. Estes músculos para além de sustentarem e promoverem a estabilidade do tronco, têm também um papel preponderante na proteção da coluna vertebral e quando bem desenvolvido, fornece ao membros, tanto superiores como inferiores uma base firme como ponto de apoio, facilitando assim os movimentos dos mesmos.

Assim, com a definição em cima, já conseguimos relacionar uma zona média do corpo e a performance no futebol. Um core forte permite um gesto técnico, como o remate, mais forte.

 É verdade, mas… É muito mais que isso. Com o desenvolvimento dos músculos da região core, podemos sem dúvida passar e rematar com mais força e mais precisão mas podemos também mudar de direção com mais rapidez, fazer sprints mais eficientes, disputar lances com mais “confiança”. Tudo isto porque, se temos uma estabilidade do tronco elevada qualquer torção do corpo nas mudanças de direção, quaisquer forças reativas devido ao impacto no solo durante um sprint ou devido ao impacto com outro jogador, provocarão muito menos danos na estrutura músculo-esquelética do individuo.

Para além de tudo isto, há um mais um fator que faz do treino da região core um treino fundamental para a pratica do futebol em segurança.

Sendo a rotura de ligamentos uma das lesões mais comuns no mundo do futebol, há estudos que defendem que esta lesão está muitas vezes ligada com a falta de estabilidade do tronco para que possam ser feitos movimentos de rotação em segurança.

Podemos então dizer que o trabalho dos músculos anteriores e posteriores que têm inserção pélvica, permitem não só uma melhoria na performance mas também uma segurança na prática da modalidade.

Desenvolvimento da estabilidade do tronco

Muitas vezes acha-se que o trabalho da região média do corpo deve ser feito com movimentos de contração dinâmica (concêntrica e excêntrica)  como se treinam outros músculos como o bícep.


 Pessoalmente acho que se os músculos da região core têm como função a estabilidade e firmeza do tronco, o treino que deve ser feito em contração estática (isométrica). Este trabalho pode ser feito através da clássica prancha com todas as suas variações (laterais, invertida, com pés elevados, com bola de pilates, etc) .

Texto de João Oliveira.

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